https://www.manufaturaemfoco.com.br/wp-content/uploads/2014/05/img-b-grob-brasil.jpg

B. Grob do Brasil – Vendas crescentes contrapondo-se a desaceleração do mercado de máquinas-ferramenta local



Apesar dos desafi os impostos pela atual política econômica aos fabricantes de máquinas-ferramenta locais, a subsidiária brasileira da empresa alemã apresenta crescimento contínuo em seus volumes de negócios.

Localizada à Av. Caminho do Mar, 1.811 em São Bernardo do Campo, no conhecido ABC Paulista, às margens da via Anchieta, a companhia tem experimentado resultados progressivamente positivos em suas ofertas tanto no segmento de linhas de usinagem, principalmente as ligadas ao setor automotivo, quanto no segmento de máquinas standard (produzidas em série) para alguns outros setores, como os de moldes e matrizes, ferramentarias, aeroespacial, próteses ortopédicas entre outros fabricantes de peças complexas, carentes de cinco eixos programáveis.

A história da empresa começa em Munique, no ano de 1926, quando o Dr. h.c. Ernst Grob começou a produzir em série motores a combustão estacionários em sua primeira fábrica, que já levava seu sobrenome. Em 1933, deu-se o início da fabricação de equipamentos e máquinas para fresar roscas. A produção de máquinas-ferramenta especiais começou em 1952 e a primeira linha de máquinas do tipo Transfer ocorreu em 1968, já sob o comando do fi lho do fundador Dr. h. c. rer. nat. Dipl.-Ing Burkhart Grob. Com o tempo, a empresa fechou a fábrica de Munique, em 1976, concentrando suas atividades na fábrica de Mindelheim, que já funcionava desde 1968.

Cooperação estratégica entre matriz e subsidiárias contribui para a manutenção da saúde fi nanceira da empresa.

Em 1974, a empresa passou a atuar também no segmento aeronáutico, fundando a fábrica de aviões Burkhart Grob Flugzeugbau, em Tussenhausen- -Mattsies, próximo a Midelheim. Nesta matéria, contudo, manteremos o foco na fabricação de máquinas.

Nos anos 50, várias montadoras aportaram no Brasil, de modo que em 1953 foi dado o início da montagem da Kombi em território nacional, com as peças importadas, no sistema CKD (Completely Knocked Down, em inglês) ainda pelo Grupo Brasmotor. Durante o governo Juscelino Kubitschek (1956 – 1961), houve uma aceleração no desenvolvimento da indústria e diversas outras empresas estrangeiras chegaram ao país, entre elas as automobilísticas Chrysler e Ford, já que Juscelino queria incentivar o comércio de carros, além de televisores e outros bens de consumo.

Em 1956, na cidade de Santa Bárbara d’Oeste (São Paulo), teve início a fabricação da Romi-Isetta, baseada no desenho de um carro italiano e fabricada entre 1956 e 1961 pelas Indústrias Romi S.A. Este foi o primeiro automóvel a ser produzido localmente. Ainda em 1956, a Vemag – Veículos e Máquinas Agrícolas S/A, colocou no mercado uma camioneta derivada da família F91, produzida pela DKW – Dampf- -Kraft-Wagen, montada no Brasil. Em 1958, passou a disponibilizar sedans e camionetas da família F94 montados sob licença da DKW e com crescentes índices de nacionalização. Também produziu uma versão abrasileirada do jipe Munga e, nos anos 60, encomendou uma carroceria refi nada aos Fissore, da Itália, e a montou sobre a mecânica DKW.

Em 1959, no município de São Bernardo do Campo, foi instalada a fábrica da Volkswagen, cujo primeiro modelo produzido localmente, como já citado, foi a Kombi e que precedeu ao famoso Volkswagen Sedan (mais conhecido no Brasil como Fusca). Entretanto, em Rio Bonito (estado do Rio de Janeiro), já um pequeno empreendor chamado Sebastião William Cardoso havia montado um pequeno jipe que chamou de “Tupi”, movido a partir de um motor de um gerador elétrico. A Chevrolet e a Ford, que eram apenas montadoras de peças importadas, deram os seus primeiros passos com a fabricação de caminhões para, mais tarde, iniciarem a produção de automóveis em 1968. A seguir veio a Fiat – (Fábrica Italiana de Automóveis – Turim) que se instalou em Betim (1976).

Acesse e leia a matéria completa:


Não há comentários

Adicione o seu