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Rolltecnica – Especialização em nicho de mercado garante êxito da companhia



O crescimento da aplicação de alumínio e ligas não ferrosas na fabricação de componentes automotivos incentiva o desenvolvimento do mercado de ferramentas policristalinas.

Nota: Prestamos, nesta edição online, homenagem ao Sr. Benedito Carlos Tancredo, fundador da empresa Rolltecnica.

Na Seção Casos de Sucesso – edição de julho da M&F – foi publicada matéria com a Rolltecnica, mas o Sr. Benedito, veio a falecer antes da publicação. Prestamos aqui todo nosso pesar e solidariedade à familia, aos amigos e aos funcionários da empresa.

A base energética da indústria automotiva é composta por derivados de petróleo, cada vez mais escassos e caros. É natural, portanto, que as indústrias busquem maneiras de aumentar a autonomia dos veículos, a fim de poupar ao máximo esses recursos, enquanto alguma alternativa não se torne viável em escala global. Com isso, muitos componentes de ferro e aço são substituídos por matérias mais leves, como as ligas de alumínio, fibras de carbono e outros materiais compósitos, pois veículos menos pesados percorrem mais quilômetros com muito menos consumo de combustíveis.

Essa tendência vem contribuindo para a aceleração do desenvolvimento da indústria de ferramentas diamantadas, muito mais eficazes na usinagem destes tipos de materiais. Um exemplo bem sucedido de empresa que atua nessa área é a Rolltecnica Indústria e Comércio de Ferramentas de Precisão Ltda. Fundada em agosto de 1979, a empresa vem, desde então, desenvolvendo e fabricando ferramentas dedicadas à aplicação nesse campo mais nobre da manufatura. Em 1992, ela expandiu a sua linha de produtos para ferramentas policristalinas de diamante (PCD) e de nitrato de boro cúbico (PCBN), passando a desenvolver também ferramentas com perfis especiais para usinagem. Com isso, abriu uma nova gama de possibilidades e soluções para a crescente indústria de componentes e autopeças produzidos em materiais mais leves e nobres. Com mais de 30 anos de experiência nesse mercado, a Rolltecnica se consolidou por fornecer produtos e serviços de qualidade e alta tecnologia, com soluções para dressagem, usinagem e afiação.

A empresa surgiu da ideia de dois funcionários da antiga empresa Clark (atualmente Eaton) da cidade de Valinhos, que lá trabalhavam com esse tipo de ferramentas. Começaram fabricando dressadores de rebolos abrasivos e também comercializando ferramentas de diamante industrial. Com a demanda promovida pelos clientes que foram conquistando, ampliaram seu portfólio de produtos para ferramentas de PCD e PCBN. Esse tipo de ferramenta é utilizado, principalmente, em operações de usinagem tanto em acabamento, quanto em desbaste de ligas leves. Por ser um material de consumo muito específico, a matéria-prima vinha, principalmente, de dois grandes fabricantes: a De Beers Diamond Jewellers e a GE – a qual, em 1941, por meio de um acordo com a Norton e a Carborundum, começou a fabricar pastilhas de diamantes sintéticos (PCD) e, posteriormente, de nitreto de boro cúbico (PCBN).

Além da venda direta a usuários finais, os negócios também se ampliaram por meio de revendas. Grandes fabricantes de ferramentas de corte costumam fazer pedidos de ferramentas especiais em PCD ou PCBN para depois repassá-las ao mercado. De acordo com Benedito Tancredo, diretor da empresa, o fato de serem grandes usuários e de produzirem rebolos abrasivos para uso próprio foi outro fator que levou a Rolltecnica a se tornar fornecedora também desse tipo de ferramenta.

Para Leandro e Juliano Torres, filhos de Tancredo, que atuam na empresa junto ao pai, o crescimento na aplicação de ferramentas de PCD e PCBN também se deve ao fato de muitas operações de retífica que costumam ser mais demoradas, embora muito precisas, começarem a ser feitas por meio do torneamento, que é uma operação muito mais rápida. Muitas peças e componentes automotivos passaram a ser endurecidos, ou seja, tratados termicamente e em seguida torneados com ferramentas policristalinas (ao invés de retificados com rebolos abrasivos ou diamantados). As ferramentas em PCBN, por exemplo, são oferecidas em geometrias que permitem grandes avanços por rotação e velocidades, às vezes até acima de 150 m/ min, mesmo em materiais de durezas na casa dos 58-60 HRC (unidade de dureza – Hardness Rockwell escala C). Como a Rolltecnica já atuava no campo do acabamento de peças duras com ferramentas para retificação, a ampliação da oferta para o fornecimento de pastilhas para torneamento em PCD e PCBN se deu de modo natural.

Apesar do aumento das alternativas para as operações de acabamento, ainda existem muitas operações em que a melhor delas é a retificação. Algumas vezes, o torneamento “duro” pode promover tensões superficiais não admissíveis a certos componentes que atuarão sob condições severas de solicitação mecânica e altíssimos valores de RPM (Rotações Por Minuto).

Para quem é leigo no assunto, e a julgar pelo formato, os rebolos abrasivos podem ser muito parecidos, contudo há diferenças sutis e importantes entre eles. Dependendo da aplicação, do resultado esperado e das características do material a ser usinado, um tipo de rebolo pode render mais que outro. Com a ajuda de Tancredo e seus filhos e mais a consulta de alguns artigos que a Manufatura em Foco fez via internet, montamos, então, um pequeno resumo sobre a aplicação de rebolos.

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