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“O desenvolvimento de Pernambuco é irreversível”



O desenvolvimento da região Nordeste e o investimento da indústria do setor de energia eólica, óleo e gás, naval e automotivo, principalmente em Pernambuco, faz mudar a forma com que o resto do país enxerga a região. Pelo menos os pernambucanos já percebem a atenção especial que a indústria de outras regiões tem oferecido ao estado, o que se evidencia com investimentos bilionários do poder público, da iniciativa privada nacional e internacional.

Desde meados de 2007, quando investimentos bilionários foram feitos no Complexo Industrial Portuário Suape, Pernambuco não parou de crescer. Somente entre 2007 e 2010, os investimentos públicos atingiram R$ 700 milhões. Privado ou público, nacional ou estrangeiro, bilhões foram investidos na região até hoje, o que pode ser percebido através do crescimento da participação do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a geração de novos empregos e o desenvolvimento da infraestrutura local.

Em 2011, por exemplo, o PIB de Pernambuco cresceu 5,7%, com valor corrente estimado em R$ 104,39 bilhões e PIB per capita de R$ 11.776,10, conforme dados divulgados em novembro de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado permanece na 10º posição do ranking nacional, superando a estimativa de crescimento de 4,5% divulgada pela Agência Condepe/Fidem, para o mesmo período.

Apesar de o setor agropecuário ser o responsável pela maior fatia, o setor industrial teve crescimento considerável de 7,2% em 2011. A taxa foi influenciada pelo comportamento positivo nas indústrias de produção e distribuição de eletricidade e gás, água, construção civil, esgoto e limpeza pública. No comparativo anual, a atividade industrial de transformação manteve-se estável (0,05%) e a extração mineral (indústria de pequeno peso em Pernambuco) obteve crescimento de 7,6%.

“Os números revelam a dinamicidade econômica do estado que, apesar do momento de crise pelo qual passa a economia mundial, continua atraindo novos investimentos, chegando a ultrapassar a barreira dos R$ 100 bilhões”, disse o presidente da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima.

Esse positivismo reflete o ânimo dos empresários locais que aproveitam a oportunidade dos grandes investimentos. O diretor da empresa recifense Parcontrol Automação Industrial, Manoel Lyra, é enfático ao falar do crescimento de sua região. “Não tenho dúvida que a tendência agora é essa. Pernambuco não tem como recuar pela importância das empresas que estão se instalando por aqui”, esclarece.

A Parcontrol é revendedora autorizada da Parker, multinacional de tecnologias de Controle e Movimento, e com ela já atende dentro da Ford, na Bahia. “O objetivo é atender da mesma forma a Fiat, em Pernambuco”, conta Lyra. “Empresas como a Fiat atraem outros fornecedores que se desenvolvem em função da demanda”, finaliza.

Um exemplo disso é a empresa de Carlos Cavalcanti, Carlos Metalúrgica, que atende empresas secundárias ou até terciárias às grandes empresas. “A Petrobras chegou e mexeu com o mercado e a gente teve que se readaptar”, explica. Cavalcanti conta que, nos últimos três anos, começou a investir mais na empresa. “Troquei a metalurgia e todo o maquinário para atender com qualidade essa demanda”, diz.

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