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HPC e MQL – Tendências para fluidos de corte



Dos centros de pesquisa e das universidades ao chão de fábrica, métodos de aplicação alternativa de fluidos de corte, como o High Pressure Coolant (HPC) e o Minimum Quantity Lubrication (MQL), já foram apresentados ao mercado brasileiro há alguns anos, contudo, a aplicação efetiva de tais métodos na indústria local ainda é pouco significativa. Apesar da crescente penetração nos mercados norteamericano e europeu, ainda despertam muitas dúvidas quanto aos seus reais benefícios em termos de viabilidade, tanto técnica quanto econômica e ambiental. Esse tem sido o motivo que vem despertando o interesse em torno do assunto, não só entre as universidades e centro de pesquisas, mas também entre especialistas da indústria da manufatura local.

“Eles não vão substituir a maneira convencional, mas existe um nicho de mercado que eles vão entrar e vão entrar pra valer”. A frase do professor e doutor de Engenharia Mecânica da Unicamp, Anselmo Diniz, transmite a realidade do mercado brasileiro quanto aos métodos alternativos de fluidos de usinagem de corte para pesquisadores da área. Os métodos não convencionais desenvolvidos por pesquisadores nem sempre têm visibilidade suficiente para entrar de verdade no mercado. Dessa forma, muitas vezes processos industriais alternativos de qualidade, aplicabilidade e custo-benefício deixam de ser testados na indústria por falta de conhecimento de novas tecnologias.

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Parte do faturamento de grandes empresas é destinada a Pesquisa e Desenvolvimento, nas quais são desenvolvidas novas tecnologias de acordo com a necessidade dos clientes da companhia. Da mesma forma, universidades em contato com o mercado estão atentas às necessidades da indústria a fim de buscar soluções viáveis. “Me deem problemas que nós vamos pesquisar para tentar devolver soluções”, enfatiza Diniz.

Entretanto, a comunicação entre esses dois mundos deve ser eficiente para que teoria e prática sejam desenvolvidas juntas, onde pesquisadores busquem problemas com o mercado e as indústrias busquem as soluções com a universidade. “Os usuários brasileiros têm pouco acesso ao que a Universidade faz. Às vezes não leem artigos mais científicos que a Universidade produz”, lamenta o professor.

Com essa preocupação, a Blaser Swisslube realizou, juntamente com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um encontro que proporcionou a troca de conhecimentos, dificuldades e soluções na indústria. Pesquisadores, engenheiros e técnicos de indústrias do setor automotivo, aeroespacial e autopeças estiveram reunidos em novembro último em Indaiatuba (SP). O evento global, que acontece desde 2012, teve como tema a problemática abordada nessa reportagem. Para 2014, o evento, ainda sem data exata para acontecer, ocorrerá em três momentos em São Paulo e também em três cidades do Sul do país, cada encontro discutirá temas diferentes de acordo com as maiores problemáticas das indústrias locais.

Troca de conhecimento

“Cada vez mais com conhecimento, as empresas vão amadurecendo a ideia e trabalhando da forma correta com os equipamentos corretos”, diz o especialista em fresamentos da Walter Brasil, Sander Gabaldo. Para ele, “muitos paradigmas ainda precisam ser quebrados na usinagem, na alta pressão (High Pressure Coolant – HPC) ou no MQL (Minimum Quantity Lubrication)”.

O pesquisador, doutor e professor da Universidade de Uberlândia (UFU), Álisson Rocha Machado, apresentou teses de mestrado e doutorado sobre refrigeração com alta pressão, sem refrigeração e MQL. Para ele, aquela foi uma “oportunidade ímpar para agregar conhecimento entre academia e indústria”.

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