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Redução de tempos de preparação de máquinas (setup): um caso de aplicação



Ao longo de várias décadas, o perfil de consumo se alterou. O consumo passou a orientar-se por mercados cada vez mais segmentados, e os produtos se tornaram cada vez mais “customizados”, de acordo com distintos perfis de clientes.

No número anterior de “Manufatura em Foco”, ao analisar quais as técnicas ou programas que devem ser utilizados em ações de melhoria, avaliou-se que “…muito mais importante que iniciar as ações a partir de uma receita pronta e inalterável, deve-se avaliar o cenário e optar-se pela alternativa mais adequada para cada caso…”

A partir desta premissa, neste número iniciaremos o exame de alguns estudos de caso, onde a escolha das técnicas utilizadas pautou-se por esta orientação.

O primeiro caso apresentado será a redução de tempos de preparação de máquinas em uma empresa fabricante de eletrodomésticos.

Para iniciar a apresentação deste caso, precisamos antes apresentar alguns conceitos sobre redução de setup e contextualizar sua importância.

A Importância da redução de setup e os sistemas de produção em lotes

A ilustração seguinte mostra dois estágios distintos da indústria automotiva.

reducao-de-tempo

No início de seu funcionamento e durante algumas décadas, as linhas de montagem idealizadas por Henry Ford supriram as necessidades de produção com grande sucesso: operações simples e sequenciais, realizadas por operários especializados em tarefas e etapas específicas, organizadas em postos de trabalho projetados para operar com rapidez, garantiram a execução e montagem de produtos padronizados, em alto volume e sem variações.

O modelo T, precursor deste modo de produção, foi o símbolo de uma era marcada por alto volume e baixa (ou nenhuma) variação na produção de modelos de automóveis. Uma época em que a estratégia de mercado focava a massificação da produção (até então a produção automotiva era artesanal) e o aumento do mercado consumidor.

Ao longo de várias décadas, o perfil de consumo alterou-se. O consumo passou a orientar-se por mercados cada vez mais segmentados, e os produtos tornaram-se cada vez mais “customizados”, de acordo com distintos perfis de clientes.

Tomando-se como exemplo a mesma montadora, uma análise rápida de um único modelo disponibilizado hoje ao mercado, mostra o quanto é possível “customizá-lo”. Um dos modelos apresenta 10 versões possíveis para o consumidor. Se considerarmos que para cada versão, pode-se optar por diferentes configurações de motorização, sonorização, cores, configurações interiores e exteriores e rodas, pode-se chegar a milhares de combinações possíveis para o mesmo modelo.

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2 comentários

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  1. carlinomachadoferreira@renault.com

    Gostei muito desse artigo e certamente, como analista de processo vou estudar o que posso extrair desse contexto para aplicar em minha área de trabalho(Estamparia)


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