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Competitividade sustentável

Que metodologias poderão ser adotadas para fazer frente ao paradoxo de produzir sem poluir, garantindo tanto o crescimento da indústria, quanto a sustentabilidade do planeta?

Desde quando as primeiras indústrias passaram a ter um número maior de concorrentes e a serem pressionadas a reduzir preços, precisaram encontrar um meio de aumentar suas margens de lucro, buscando um meio de produzir o máximo de bens com o mínimo de investimento.

Embora essa preocupação possa ser inata, sem dúvida ganhou notoriedade com o nascimento dos princípios da administração científica pregados tanto por Frederick Winslow Taylor, quanto pelo casal Frank e Lillian Gilbreth. Os Gilbreth, em 1912, enfatizaram o estudo dos movimentos em detrimento do estudo de tempos (que era a ênfase de Taylor), quando então desenvolveram técnicas para evitar o desperdício de tempo e movimento. Para tanto, criaram padrões, racionalizando as tarefas de produção e, consequentemente, aumentando a produtividade. Embora a indústria seja, provavelmente, o maior campo de aplicação de técnicas modernas de gestão, Gilbreth era um estudioso do campo da construção civil. Em seu tempo, foi inventor de dispositivos como andaimes móveis, misturadores de concreto, correias transportadoras, barras de reforço, tudo com o objetivo de evitar o desperdício de movimento, tentando, também, encontrar um meio de padronizar as sequências de operações dos trabalhos.

De certo modo, pode-se dizer que o pensamento voltado à melhoria de processos, no princípio, era mais enfatizado na engenharia civil, na construção de prédios, pontes e estradas. Contudo, no intervalo entre as duas grandes guerras mundiais, com a necessidade de se tornar a indústria mais produtiva, esta visão de implementar métodos e processos mais eficazes às linhas de produção migrou para a engenharia mecânica e seguiu se aprimorando até os dias de hoje.

Palavra de especialista

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Nelson Maestrelli, um dos sócios da Nortegubisian Consultoria Empresarial e Treinamento, mestre e estudioso do assunto, lembra que, de lá para cá, muitas práticas evoluíram. “No início, até a caixa de ferramentas pertencia aos próprios oficiais operadores, assim cada um devia possuir a sua caixa de uso pessoal. Quando um deles era contratado, precisava levar consigo todo o ferramental que iria necessitar, pois não era praxe que as empresas fornecessem ferramentas aos funcionários”, ressalta.

No Brasil, até as décadas de 1920-1930, antes da era Getúlio Vargas, isso ainda era uma prática. Nesse tempo, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ainda não havia sido implementada, os funcionários eram responsáveis pelo próprio sustento, por isso todos levavam marmita, não recebiam pelas horas extras e trabalhavam até terminar a empreitada que houvessem se comprometido a cumprir.

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