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Value Network



Dos três grandes processos de negócio, presentes em qualquer empreendimento, o de supply chain é talvez o mais complexo e mal interpretado.

Quando falamos dos grandes processos de desenvolvimento de novos produtos e inovação, e o processo comercial e de vendas, pouca gente tem dúvidas sobre o que eles envolvem. Mas o de supply chain ainda carece de maturidade.

Explico, ou melhor, pergunto. Pense rápido, antes de continuar o texto, o que engloba o processo de supply chain?

Pois então, tenho certeza que muitos começaram a encaixar as funções empresariais clássicas (logística, planejamento, compras) debaixo do grande guarda-chuva de supply chain. E é aí que está a confusão. Processo é algo muito diferente de área. Na verdade, um processo de negócios, aquele que começa com um pedido do cliente e termina com um produto nas mãos do cliente, envolve várias áreas da empresa. Então a primeira conclusão é, processo de supply chain é uma coisa, área de supply chain é outra, que faz parte do processo sim, mas não sozinha.

Outra confusão, que de certa forma deriva da primeira, é se os processos industriais e de fabricação fazem parte ou não da supply chain. A resposta é simples, é claro que fazem. Como posso ter uma cadeia de suprimentos (mais atualmente chamada de cadeia de valor), sem envolver as etapas de transformação de matéria-prima em produto acabado? O problema é que mais uma vez confundimos processo com área. Classicamente, as áreas industriais e de supply chain são pares no desenho do organograma. Isso nas melhores hipóteses. Muitas vezes a área de supply chain está até mesmo subordinada à indústria.

Olha a confusão, na visão por processos, a Indústria é uma parte da Supply Chain. Na visão organogramica a Supply Chain é uma parte da Indústria.

Em um mundo de abundância, como o que vivemos, onde o organograma está ficando obsoleto e o senso de propriedade está sendo substituído pelo senso de utilização, cada vez mais as empresas “alugarão” máquinas e mão de obra. O conceito de cadeia está sendo substituído pelo conceito de redes. As redes competirão entre si, e não mais as cadeias (como Porter determinou), quanto menos as empresas (como até hoje acreditamos). Com essa nova realidade, o processo de Supply Chain, que já está sendo substituído pelo de Value Chain, agora tem mais um passo importante a ser dado, que é a evolução para Value Network.

O processo de Value Network é totalmente avesso ao organograma clássico, engloba não apenas a indústria, mas a disponibilidade global de indústrias sob demanda, e um tipo de profissional muito mais atualizado, um verdadeiro buscador de melhores recursos, capaz de entregar valor para seus clientes agregando recursos de diversas fontes, com uma visão de projetos ágeis.

Em outras palavras, a discussão entre processo e área de Supply Chain nem precisa mais ser equacionada. Ela está sendo substituída por outra discussão muito mais saudável, que é, que recursos eu quero que estejam à mão quando meu cliente precisar.


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