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O causo do torno Jones & Lamson



Desde a pedra lascada, passando pela era do ferro, do bronze, do aço, até chegar às superligas nano granulométricas de metais resistentes ao calor e ao desgaste, o homem tem todo o seu progresso intimamente ligado ao desenvolvimento dos processos de conformação dos metais. Entre estes, poderíamos citar a fundição, o forjamento, a extrusão, o trefilamento, a sinterização, a injeção de materiais e a usinagem. Nesse sentido, também é incontestável a contribuição trazida pelo avanço na área dos tratamentos térmicos e revestimentos de superfícies e da modernização efetuada em máquinas e ferramentas. O aprimoramento da tecnologia tem proporcionado à humanidade grandes realizações, principalmente se considerarmos o desenvolvimento da eletrônica, da computação, da informática, dos satélites de telecomunicação, entre outras conquistas alcançadas também nas demais áreas do conhecimento. Tudo isso permitiu aos seres humanos livrar-se do solo úmido e mal iluminado das cavernas, transportando-os para a luz das grandes cidades, para o topo dos arranha-céus e, mais recentemente, possibilitando a exploração de possíveis novos habitats no espaço.

Analisando como um todo, talvez não se tenha a verdadeira noção dos tantos desdobramentos que esta saga tem proporcionado a cada indivíduo no escopo de sua existência; não apenas como profissional responsável por um determinado posto de trabalho, mas como cidadão, como pessoa de carne e osso, com seus sentimentos, sonhos, realizações, vitórias, decepções, entusiasmos e nostalgias. O olhar singular estendido sobre a inter-relação de um homem com sua máquina pode nos conduzir a profundas reflexões sobre o verdadeiro sentido da vida.

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8 comentários

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  1. João Batista

    Gostaria de fazer um comentario bem singelo em cima do que eu li hoje, eu nunca parei para pensar nessa história, que tirsteza saber que essa é realidade da atualidade, onde o novo, o moderno , chega e modifica todo um arsenal que fez uma história. Vivemos um mundo de guerra de informações e tecnologias, progresso esse que encanta o mundo, porém se olharmos com os olhos dessa história , é até lamentavel que tudo isso aconteça. O progresso deveria vir para cherar oportunidade pra todos. Dar dignidade pra todos, mas infelizmente quem nao estiver preparado para o mundo globalizado e moderno vivera um grande pesadelo que tirara o sono e a vontade de prosseguir. Esse tornãoe assim como muitas maquinas que criaram oportunidade e progresso, se pudesse falar ou pensar diria:para que eu sirvo hoje, se nao sou tão capaz quanto aquele CNC. Assim é o homem de hoje que nao evoluiu e envelheceu, vive um pesadelo da modernidade.

    Progresso ou Pesadelo não sei definir.
    João Batista

    • Aryoldo Machado

      Sr. João Batista. Muito bom ler seu comentário. Depois de tudo que já escrevi, só tenho que acrescentar que cada um de nós que convivemos neste ambiente de trabalho de hoje é de estarmos preparados e nos preparar cada dia pelos novos desafios e dificuldades. E devemos superar.

  2. Marcelo Ramos

    Estilo de leitura leve, divertida e contagiante!

    Cara, que texto legal.

    Ao mesmo tempo, debatendo carros-chefes do passado que dão certo até hoje e as inovações tecnológicas mais que instantâneas.

    Muito bom mesmo, parabéns!

    • Aryoldo Machado

      Sr. Marcelo Ramos.
      Muito resumidamente posso dizer que ambiente que nos envolve dentro de uma manufatura é tão cheio de detalhes, tão vasto, e o que procurei foi trazer nesta história real foi uma face destes acontecimentos, que muitos passam e não percebem esta imensidão de fatos, vidas e interação. Este texto também é a tentativa de mostrar a importância do trabalho ao homem e a maior importância ainda do homem ao trabalho.
      Muito obrigado pelos seus comentários.
      Aryoldo Machado.

  3. Gilmar

    Prezados venho prestar o meu singelo respeito e admiração pelo texto acima. A modernidade nem de longe vai tirar os Tornos convencionais de uso. O termo “just in time” nem sempre no chão de fábrica se torna uma realidade devido a diversidade de manufaturas.

    • Aryoldo Machado

      Caro Gilmar.
      Obrigado pelo comentário. Quem vive na manufatura conhece os emaranhados do dia a dia, e a diversificação que o Sr. cita em seu comentário.
      Por certo sempre buscamos fazer o melhor.
      Aryoldo Machado.

  4. José Eduardo Querido

    Pois então Véio Aryoldo, depois daquele texto deixado na lousa do intervalo do curso da EESC sobre a então novidade dos idos de 78 (CNC Aplicado a Máquinas Ferramenta de Usinagem), quando quase que profeticamente dizia que “os empregos perdidos devido a essa nova técnica ainda brandiriam sobre nossas cabeças”, vejo agora esse seu nostálgico texto que também me reporta a um outro causo, que eventualmente poderá ter acontecido na mesma empresa do velho J&L :
    – O dedicado operador de um grande torno que trabalhava também quase que ininterruptamente, se viu também de repente às voltas com uma das novas técnicas de otimização dos tempos de operação, lançado sem mais explicações na operação de um banco de máquinas com dois dos tais tornões um frente ao outro. Supostamente o operador deveria carregar uma máquina enquanto a outra desenvolvia a usinagem e assim sucessivamente de modo a se ganhar eficiência reduzindo bastante o tempo “morto” de carga da operação… Qual não foi a surpresa do Sr. Encarregado quando se deparou com o dito operador carregando uma máquina e esperando por seu ciclo completo para então desligá-la e partir para operação da outra à sua frente ao invés de operá-las simultaneamente. Arguído sobre sua atitude o Operador sem mais delongas respondeu ao Encarregado que não mudaria sua postura até que sua Função descrita na Carteira Profissional fosse retificada de OPERADOR para então nova função de CO-OPERADOR (sic)!!!
    Um abraço.
    Eduardo Querido

    • Aryoldo Machado

      Caro Eng. Querido. Desde nosso curso de ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE FABRICAÇÃO na EESC USP, coordenado pelo Professor Rosalvo Thiago Rufino, em 78 praticamente não nos vimos mais. O tempo voou e esta história que contei nos ligou nestes comentários. Lembro-me da poesia que você fez em cima do fato evidente de que a automação vinda pelo CNC iria desocupar muitos postos de trabalho, assim como a informática eliminou muitos postos de trabalho dos bancários, das telefonistas que enfiavam pinos em conectores para completar ligações. Quando trabalhei em banco, BANCO MERCANTIL NOVO MUNDO S.A, em 1958 e 1959, a agência de Boa Esperança do Sul tinha quatro funcionários, gerente, caixa, contador e oficial atendente e eu jovenzito, nas funções de limpeza, mas como era exímio datilógrafo fazia muitos serviços dos grandões. Tudo era feito em máquina de escrever com carbono copiativo, para se copiar o diário, levar na coletoria, recolher estampilhas. Isso para atender na época não mais do que 50 correntistas. Hoje a máquina atende milhares e dá conta e não erra. Não adiantou você bradar evidenciando o que viria. O futuro veio o CNC que na época ainda era o CN, pois o CNC estava começando, veio para abranger todos os segmentos da manufatura, não só na usinagem, mas em todos os segmentos fabris. Impressionante. Com relação ao que você contou do co-operador o próprio mentor da manufatura moderna Sr. Shigeo Shingo tinha essa multiplicidade de funções em seus conceitos. Evolução diria! A própria Administração Científica do emério Sr. Taylor, os Terbligs buscavam a produtividade, eliminação de desperdícios, movimentos precisos. O CNC cobriu todas essas teorias com recursos da informática digital. Grande Mr. Parson que lá nos anos 40 concebeu a magnífica idéia para fazer pás dos helicópteros e deu a grande oportunidade para o MIT criar o dito equipamento. Isto em 1949. Eu tinha cinco anos. Vamos ficar por aqui, porque se estendermos muitas outras históra virão. Apareça um dia, que será super bem recebido aqui em S.Bárbara d´Oeste. Como será bom! Abraços a todos leitores e a você também Prof. Dr. Marcondes que abriu essa oportunidade de contar esta história do J&L, e além de tudo meu grande AMIGO.


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