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Na contramão da invasão chinesa



Fabricantes de máquinas e equipamentos lutam para competir com os equipamentos asiáticos que invadem o mercado brasileiro com valores muito inferiores aos produzidos por aqui. Entretanto, muitas empresas acabam encontrando uma carência de tecnologia aplicada no mercado asiático e, com produtos específicos de qualidade, conseguem se manter competitivos naquele território.

Os números da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que a participação dos fabricantes locais no mercado cai de acordo com o crescimento das importações de bens de capital. A média anual da participação das importadoras no mercado brasileiro subiu de 52%, em 2007, para 66%, em 2013, de acordo com o Departamento de Competitividade, Economia e Estatística (DCEE) da Abimaq – situação que preocupa os fabricantes locais, já que as máquinas asiáticas são seus maiores concorrentes no mercado brasileiro. Sendo assim, os industriais lutam para competir com produtos importados da China e de outros países que produzem máquinas e equipamentos com preços muito inferiores aos produzidos no Brasil, o que dificulta a competitividade no setor.

Mas, na contramão da entrada de produtos asiáticos no país, muitos produtos brasileiros também ultrapassam as fronteiras locais. O Brasil exportou US$ 242,6 bilhões, em 2012, 5,3% a menos do que no ano anterior. De acordo com o Panorama do Comércio Exterior Brasileiro do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do ano passado, o grupo de produtos industrializados respondeu por 51% do total exportado pelo país.

No acumulado deste ano, as exportações brasileiras já somam US$ 135,231 bilhões, segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Desta fatia, US$ 6,648 bilhões foram máquinas e equipamentos, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Valor significativamente menor do que as importações de bens de capital durante o mesmo período, US$ 19,027 bilhões.

Apesar da disparidade entre as importações e exportações do setor, o diretor de comércio exterior da Abimaq, Klaus Curt Müller, diz que a balança comercial de exportação de máquinas e equipamentos é sólida. “Apesar da concorrência e do Custo Brasil, a balança é sólida. Ela mantém padrão de valores crescentes e tem uma solidez razoável se comparada com outros setores”, explica Curt.

Os números levantados pela Associação mostram que as exportações no setor atingem níveis históricos. Em julho deste ano, por exemplo, a tendência de recuperação e a participação das exportações se confirmaram 31% do faturamento do setor. Em contrapartida, no acumulado do ano, o valor ainda é inferior ao mesmo período de 2012. Os setores que registraram recuperação, baseado nos dados de julho, foram os ligados a logística e construção civil, infraestrutura e indústria de base, máquinas para agricultura e máquinas para a indústria de transformação.

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