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Água, gênese da vida



Apaixonei-me por Netuno, deixei-me seduzir por Poseidon, entendi o encantamento de Narciso, tudo por tua causa. Sem ti, nada posso ser. Não sobreviveria sem ti. Estou à mercê de tua majestade. Tu, que me banhas o corpo, que me lavas os pés, me refrescas a fronte e me baixas a febre. Tu, minha amada, que me sacias a sede e preparas meu alimento. Tu, que na aspersão me salvas e na imersão me libertas. Ó, doce criatura; seiva de fecundidade e vida! Ó, fonte natural de gozo; alegria wireless e sem efeitos colaterais de todas as crianças bem-nascidas! Reino submerso; colossal abismo, manténs-me à tona! Teu seio me nutre de várias maneiras! Quem é este que não se curva ante a tua falta? Compreendo a tua fúria, deleito-me na tua serenidade. Em doses, em fluxos, em ondas ou marés, por onde quer que escoes, assim me levas. Tu, que ao sabor do vento me transportas, unes margens, arrebanhas continentes, encurtando distâncias, unindo amores e esperanças, és total! Dormirei nos teus braços cálidos a acalentar paixões. Perdoe-me pelo que não faço para evitar as máculas a ti impostas pelos que não conhecem a tua profundidade! Pelo que tu és, não poderias ter sido concebida por outras mãos, nem fluido de outros dedos senão daqueles que indicam o rumo das nuvens, a direção dos ventos e o caminho das tempestades. Querida irmã, que haja tempo para que todos possam lhe retribuir pelo tanto que tu nos concedes! Em tua superfície, repouso e sonho! Bem mais que os homens, que Deus te proteja!


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