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Furação de compósito com matriz de poliéster reforçado com fibras de vidro utilizado na indústria naval



O objetivo deste artigo – extraído da dissertação de mestrado de Jhonatan Acacio Silva – é mostrar a delaminação que ocorre nas bordas dos furos feitos com diferentes tipos de brocas e diferentes condições de corte, em um material laminado com resina poliéster ortoftálica e fibras de vidro tipo E, utilizando corpos de prova fabricados pelo processo de laminação manual.

Por: Jhonatan Acacio Silva, Orientador Lourival Boehs, Coorientador Guilherme Mariz de Oliveira Barra

“As brocas com 130º, 135º e 140º apresentaram resultados semelhantes, ou seja, quanto menor o avanço e menor a velocidade de corte, menor foi o Fda na entrada do furo”.

Introdução
Nos anos recentes, a indústria náutica tem crescido a taxas de 15% ao ano, mesmo no período pós-crise global, tendo gerado cerca de 30 mil empregos no Brasil no ano de 2012. No mercado de embarcações de luxo e grande porte (topo dessa pirâmide de consumo), em que os prazos e o custo de capital para se adaptarem ao crescimento da demanda são muito maiores, abriu-se as portas para um grande número de marcas internacionais, que passaram a perceber o Brasil como um mercado de alto potencial – principalmente diante da crise econômica que afeta os países centrais, com destaque para a comunidade do Euro (ACOBAR, 2012).

O uso de materiais compósitos em peças estruturais ao invés de ligas metálicas tem crescido rapidamente em diversos setores devido às suas boas propriedades como, por exemplo, relação resistência-peso, alta resistência à fratura e resistência à corrosão (TSAO et al., 2012). Na fabricação de materiais compósitos, após a peça ser retirada do molde ela já tem a forma e acabamento final desejado, no entanto muitas vezes torna-se necessário um processo de usinagem para ajuste e/ ou montagem do componente na estrutura da embarcação. A furação é o processo mais utilizado em materiais compósitos (WERTHEIM et al., 2012) para tais componentes. Entanto, o processo de furação em materiais compósitos geralmente acarreta uma série de defeitos como delaminação, falta de circularidade, rebarba na entrada e saída dos furos, tendo consequências sobre a qualidade do produto final e sobre os tempos e custos de usinagem. Isto torna necessário realizar estudos com objetivo de minimizar esses danos, buscando a otimização da geometria da ferramenta – broca e os parâmetros de corte, aspectos estes em pauta neste trabalho.

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