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Fábricas do futuro podem reduzir até 20% dos custos totais de produção, diz BCG



Para entender como serão as plantas industriais do futuro, suas estruturas, tecnologias e processos, o The Boston Consulting Group (BCG) lançou o artigo The Factory of The Future, que entrevistou mais de 750 gerentes de produção de empresas líderes do setor automotivo, de produtos de engenharia e de processos industriais.

De acordo com estudos da consultoria, o desenvolvimento da estrutura, digitalização e processos das plantas – elementos-chave para as Fábricas do Futuro – podem causar um impacto nos custos totais de produção, que terão uma redução de até 20%, dependendo dos preços de material. Durante um período de dez anos, os investimentos acumulados de uma empresa para capturar esses benefícios serão de 13% a 19% da receita de um ano.

Segundo o BCG, as estruturas das plantas precisam ser mais flexíveis, com uma linha de produção modular e produção sustentável. Gestores do setor automotivo que foram entrevistados esperam que a estrutura seja importante para o futuro: 86% deles afirmam que estas mudanças serão altamente relevantes em 2030, enquanto 43% dizem que elas já são importantes. Quando o tópico é digitalização, 13% desses gestores ressaltam que uma planta digitalizada é importante atualmente, enquanto 70% acreditam que ela será altamente relevante apenas no futuro.

Ao usar novas tecnologias digitais, fabricantes estão levando uma gestão simplificada para o próximo nível e explorando todo o seu potencial com foco em dois elementos: foco no cliente e melhoria contínua. O BCG identificou que otimizar os processos de uma fábrica será ainda mais importante no futuro, como afirmaram 97% dos participantes da pesquisa – atualmente, “melhorar os processos” é importante para 70% dos entrevistados.

Os executivos também têm uma grande ambição para elevar a capacidade de suas fábricas. 85% dos entrevistados acreditam que eles podem se beneficiar ao implantar elementos da fábrica do futuro. No entanto, muitos ainda estão tendo dificuldades para atingir os resultados esperados. Apesar de 74% dos entrevistados apontarem que suas empresas implantaram ou planejam implantar esses elementos nos próximos cinco anos, apenas 25% deles afirmam ter conquistado seus objetivos no último ano. (Uma cópia do estudo pode ser baixada em www.bcgperspectives.com)


SOLIDWORKS TEM CRESCIMENTO HISTÓRICO NA AMÉRICA LATINA
Entre os dias 5 e 8 de fevereiro a Dassault Sistèmes recebeu clientes, usuários e parceiros para evento anual que acontece nos Estados Unidos. A edição do SolidWorks World desse ano aconteceu em Los Angeles, na Califórnia. Durante o evento, foi anunciado o lançamento do SolidWorks CAM (sigla para Computer Aided Manufacturing, na tradução livre “Manufatura Auxiliada por Computador”), comando numérico para máquinas, que acontece através da parceria com o CAMWorks. Outra parceria anunciada foi com a Stratasys, especialista em soluções e equipamentos para manufatura aditiva. Colaboração com o sistema Simulia, da Dassault Systèmes, permite a realização de projetos de peças finais otimizadas, com peso e força adequados para aplicações aeroespaciais e automotivas.

Na ocasião, o diretor da marca na América Latina (AL), Mario Belesi, contou que a região cresceu 61% nas vendas de novas licenças, em 2016. “Fizemos quatro anos em um, se considerarmos a média histórica de crescimento de 15%”, lembra. A AL foi destaque em relação às outras regiões do globo, com 114% de crescimento no faturamento sobre a meta de 2016. O diretor acredita que a reestruturação da equipe local, com novas funções e maior independência, tenha puxado esses resultados. Em 2016, a empresa também ganhou dois novos parceiros na região.

NÚMERO DE INDÚSTRIAS QUE INVESTE É O MENOR DESDE 2010
Pesquisa de investimento na indústria, divulgado em fevereiro pela CNI, aponta que a incerteza econômica foi a principal razão para frustração dos planos de investimento de 80% das empresas em 2016. Entraram na amostra da pesquisa 584 empresas de grande porte, durante 21 de novembro e 9 de dezembro de 2016. Apenas 67% das empresas investiram em 2016, o menor número desde o início da pesquisa, em 2010.

BNDES APROVA R$ 848 MILHÕES PARA 8 PARQUES EÓLICOS NA BAHIA
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em fevereiro, financiamento no valor de R$ 847,9 milhões para implantação de oito parques eólicos que formam o Complexo Eólico Serra da Babilônia, na Bahia. O empréstimo representa 57% do investimento total do grupo Rio Energy, no valor de R$ 1,48 bilhão, que proporcionará capacidade geradora de energia 223,25 megawatts, o equivalente ao consumo de 480 mil residências.

EXPORTAÇÃO INDUSTRIAL DE TRANSFORMAÇÃO SUBIU 5,6% EM 2016
O volume de exportação da produção industrial de transformação brasileira subiu 5,6% em 2016, embora a produção tenha caído 6,1% no ano passado. Os dados estão em uma pesquisa da Firjan, divulgado em fevereiro, no Rio de Janeiro, que mede o Índice de Produção Exportada (IFPE). A conjugação do cenário de queda da atividade econômica com a depreciação da taxa de câmbio contribuiu para o resultado do índice, que passou de 16,2%, em 2015, para 17,3%, no ano passado, maior valor da série história iniciada em 2003.

BRASIL RECEBERÁ RECURSOS PARA AJUDAR 500 EMPRESAS A EXPORTAR
Programa AL-Invest 5.0 divulgou, no dia 15 de fevereiro, os 15 projetos da América Latina que contarão com recursos europeus para fomentar a internacionalização de empresas na região. O projeto brasileiro é o Rota Global, que será desenvolvido pela CNI em parceria com a União Industrial Argentina (UIA) e o Parque Tecnológico de Extremadura na Espanha. A iniciativa ajudará 500 indústrias a começar a exportar e terá R$ 1,2 milhão em recursos, conforme divulgado pela Agência CNI de Notícias.


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