Logo-grupo-cimm
https://www.manufaturaemfoco.com.br/wp-content/uploads/2013/05/img-eficiencia-energetica.jpg

Eficiência energética: um passo importante para o desenvolvimento sustentável



Embora existam diferentes tipos de energia, a mais utilizada atualmente nos processos industriais do mundo é a energia elétrica (não existem indústrias que não façam uso dela).

Por causa do crescimento populacional e do aumento permanente da produção de bens de consumo, é muito provável que no futuro não muito distante nos encontremos frente à falta de energia elétrica suficiente para atender as necessidades de todos, até porque a geração de energia, principalmente em países como o nosso, não acompanha a crescente necessidade da sociedade. Por isso, além de pensar em métodos alternativos para a obtenção desta imprescindível forma de energia para atender a demanda, é necessário avançar para o seu uso racional.

O uso racional de energia, além de colaborar com a preservação dos recursos naturais, implica na diminuição de custos, favorecendo a capitalização das empresas (aquisição de novos maquinários e modernização de linhas de produção) e, consequentemente, no aumento da produtividade e competitividade. Este artigo se baseia em um exemplo hipotético sobre a forma através da qual é possível reduzir os custos com energia elétrica no ambiente fabril.

Melhorar a eficiência energética pode ser lucrativo

Imaginemos que uma indústria que possua 20 motores elétricos de 50 HP que funcionem 8300 horas por ano, com rendimento de 91,5% queira substitui-los por outros de igual potência, porém com maior rendimento (94,0%) para diminuir o consumo de energia elétrica sem comprometer a performance produtiva.

Para calcular a economia que estas substituições produziriam, deveríamos fazer o seguinte cálculo:

kW Economizado = KW Saída x [(1/n motor padrão) – (1/n motor de alta eficiência)] kW Economizado = 50 x 0,746 x [(1/0,915) – (1/0,94)] = 1,0854

Através dos cálculos acima realizados, torna-se fácil entender que cada substituição geraria uma economia de 1,0854 kW. Isso significa que para descobrir a economia que cada motor geraria a cada ano bastaria multiplicar o montante economizado, em kW, pela quantidade de horas que cada motor funciona por ano (8300):

1,0854 kW x 8300 h = 9008,82 kWh

Se a concessionária de energia elétrica cobrasse doze centavos por cada kWh consumido, para descobrir a economia anual em termos financeiros que cada motor substituído seria capaz de proporcionar bastaria fazer a multiplicação abaixo:

9008,82 kWh x R$ 0,12 = R$ 1.081,06

Se a indústria na qual este artigo se baseia pagasse R$ 9,50 por mês por cada kW de energia contratado, para descobrir a economia, em termos financeiros, que cada motor geraria só com demanda a cada ano bastaria fazer o cálculo seguinte:

1,0854 kW x 9,50 x 12 mês/ano = R$ 123,72

Com mais este dado, torna-se fácil compreender que a economia anual total (em dinheiro) obtida por meio de cada substituição seria de:

R$ 1.081,06 + R$ 123,72 = R$ 1.204,78

Já a economia anual total (em dinheiro) das 20 substituições juntas seria de:

20 motores x R$ 1.204,78 = R$ 24.095,60

Se cada motor possuísse um custo de R$ 1.500,00 para sua aquisição e instalação, o investimento necessário para a substituição dos 20 motores seria de R$ 30.000,00 e o pay back (prazo de retorno de investimento) seria determinado da seguinte maneira:

Pay Back = Investimento / Economia Anual
Obtida por Meio das Substituições
Pay Back = R$ 30.000,00 / R$ 24.095.60 Pay Back = 1,25 anos

Se o pay back fosse de 1,25 anos, ou seja, 15 meses, ficaria subentendido que a indústria precisaria trabalhar por 15 meses para recuperar 100% de seu investimento realizado no processo de substituição dos motores. Durante os 15 primeiros meses subsequentes as substituições, a organização não lucraria absolutamente nada, pois ela só estaria recuperando mês a mês o dispêndio de capital efetuado.

Esta indústria só passaria a ter um ganho sob o viés financeiro a partir do décimo sexto mês, que corresponderia a R$ 24.095,60 por ano (R$ 240.956,00 por década).

É importante frisar que a empresa só acumularia um ganho de capital mediante a economia de energia elétrica de R$ 240.956,00 depois de 135 meses [15 meses + 120 meses (década)].

E embora os lucros extras só viessem à tona depois de um período de tempo, os benefícios ao meio já seriam computados desde o momento em que os motores fossem substituídos.

Já a rentabilidade mensal do investimento em novos motores seria obtida através do cálculo a seguir:

Rentabilidade Anual =
R$ (2.007,97/$ 30.000,00) x 100 = 6,7 %

Para conhecer a conveniência do investimento na melhora da eficiência energética é sugerida uma comparação entre a rentabilidade do projeto e a rentabilidade de produtos oferecidos pelo mercado financeiro com baixo grau de risco como, por exemplo, a caderneta de poupança.

Deixando de lado o resultado econômico que indubitavelmente surge mediante a melhora da eficiência energética, é inegável que a racionalização do consumo de energia elétrica resulta em benefícios para todos os habitantes do planeta, além de contribuir com a melhoria da performance ambiental da empresa e com sua reputação no cenário mercadológico da qual ela faz parte.

Colaboração de Adalberto Mohai Szabo Junior, Brasil.


Não há comentários

Adicione o seu